domingo, 9 de setembro de 2007



Não meças o amor pelo tempo que dura;
Ontem amei-te mais nessa hora tão ligeira,
Senti maior prazer, gozei maior ventura,
Do que se ao pé de ti passasse a vida inteira.

Deixa que esta paixão termine com o dia,
Efémera recém-nascida à madrugada,
E que ao cair do sol, nessa hora de poesia,
Deixou pender no chão a fonte desfolhada.

Fiquemos sempre assim, um ao outro ignorados
Nestas vagas regiões duma paixão nascente.
Sigamos cada um caminhos separados;
Com uma hora de amor a alma é já contente.


Júlio Dinis - Lisboa, 1869

4 comentários:

  1. Lindo...
    Não conhecia...
    Adorei o poema.

    Bjinhos miga.
    Espero que os exames estejam a correr bem :)

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  2. Hannah:
    obrigado,faz parte de uns que fui juntando,e que ainda hoje releio.
    Qto aos exames,xiiiii,têm corrido bem,pois...os que vou,porque os que falto...la la la la la :P :)
    Beijinhos,amiga

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